segunda-feira, 21 de março de 2011

IMPRESSIONANTE!!!


Impressionante é o mínimo que se pode dizer da inacreditável encenação que Roger Waters levou hoje ao Pavilhão Atlântico, em Lisboa, para assinalar o 30º aniversário de "The Wall", dos Pink Floyd.

Eu, que tive o privilégio de assistir à celebração de "The Wall", em Berlim, há 20 anos, congratulo-me agora por Lisboa não ter desmerecido da imaginação prodigiosa de Roger Waters.

Há obviamente a diferença de espectacularidade que advém do facto de o concerto berlinense ter sido em espaço aberto e o lisboeta em recinto fechado. Perde-se em espectacularidade (um pouco), mas ganha-se (e muito) em pormenor, em aconchego, em surpresa.

Por exemplo, estou em crer que pouca gente se terá dado conta do avião militar que sobrevoa a multidão e se despenha no palco, logo no início do concerto. Inesperado! (em Berlim, Roger Waters apareceu de helicóptero).

Este sim, este é o concerto em que os nossos críticos, tão useiros e vezeiros nos qualificativos inesquecível, inolvidável e memorável para qualquer espectáculo mixuruca, estão finalmente autorizados a essa adjectivação.

Além de impressionante - tem de ser visto, não vale a pena descrevê-lo - o concerto é arriscado e, quiçá, perigoso... O porco que sobrevoa a multidão, telecomandado, pode cair, o muro, por qualquer azar, pode cair, os músicos que lá andam em cima podem cair, as (várias) estruturas aéreas, suspensas e pilotadas, podem vir parar cá abaixo...

Enfim, há um sem número de riscos que torna o espectáculo ainda mais apetecível.

A encenação, de duas horas, é fora de série, emocionante (as crianças de Cova da Moura, o memorial no muro actualizado com as recentes guerras e/ou conflitos, a sequência de bring the boys back home), tudo sincronizado ao milésimo de segundo em termos de som, imagem e luz. Perfeito!

Mas digam o que disserem, David Gilmour, sua guitarra, fez (faz) muita falta. E notou-se. A segunda voz de Roger Waters parecia o Zé Perdigão do Zé Cid.

Uma última palavra para a música ambiente: Beatles, John Lennon, Rod Stewart...

3 comentários:

Bobbyzé disse...

Tens razao! Efectivamente é um dos eventos mais importantes no visual da Musica Rock!
Nao pude ir a Lisboa, por motivos de doença mas nao faltarei a um dos concertos de Paris!
Claro que o som tao caracteristico do David GILMOUR seria uma enorme valia no aspecto sonoro mas os musicos que o acompanham sao excelentes!

Irei a Paris assistir ao concerto do 40° aniversàrio dessa banda mistica que sao os AMERICA! Jà tenho os convites na mao!Serà um momento forte pois adoro o som deles!

Um abraço!

Bobbyzé

gabalara disse...

Vim de Sarajevo de proposito mas se tivesse que ter dado a volta ao mundo tambem marchava.
Fantastico!!!!!valeu o preco dos bilhetes (do evento e do aviao). Obrigado Roger por esta experiencia unica.
PB

filhote disse...

E, entretanto, aproximam-se as datas dos shows do Macca no Rio... já estou em estágio!